Travessia no Metrô-DF: O Pulso Subterrâneo

O ruído constante e elétrico das composições acelerando cortava os túneis escuros que conectavam o centro às cidades satélites marginais. O cheiro metálico dos freios e o contato impessoal com tecidos sintéticos de estranhos na viagem apertada marcavam o trajeto cotidiano de uma massa sem rosto. A luz amarelada das estações banhava o corpo de Senhor Capivara, revelando no silêncio forçado a exaustão física e existencial que movia o pêndulo urbano de Brasília.

Conexões Temporais