Aventuras no Ceasa-DF: As Cores da Madrugada Fria

O frio cortante da madrugada no cerrado impregnava os galpões de concreto cru do Ceasa, enquanto o som áspero de caixotes de madeira sendo arrastados rompia o silêncio. As pilhas de frutas tropicais e legumes vívidos ofereciam um banquete visual de cores que contrastavam violentamente com o cinza opressivo da arquitetura. O cheiro cítrico e adocicado misturado ao aroma de terra úmida era a essência tátil de uma Brasília que se alimentava nas sombras, antes mesmo do sol nascer.

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