O Épico das Rodoviárias: O Ponto de Fuga

O som estridente de alto-falantes anunciando partidas atrasadas cortava o ar denso da Rodoviária do Plano Piloto, epicentro circulatório da capital. O aroma de pastel frito em óleo velho fundia-se ao cheiro de diesel queimado que entorpecia os sentidos dos passageiros apressados. O contato físico, quase inevitável no fluxo das escadas rolantes e plataformas lotadas, era a materialidade de uma convergência humana que Senhor Capivara via como o verdadeiro coração pulsante e exausto do DF.

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